Rede Estadual de Comercialização

As intervenções do Idaco iniciaram no ano de 1995, visando fortalecer os movimentos sociais ligados às áreas de assentamentos de pequenos produtores, com objetivo principal o projeto de ofertar apoio à comercialização da produção agrícola no Estado do Rio de Janeiro. As articulações caminharam no sentido de obter apoios financeiros que permitissem às reuniões e os encontros regionais e/ou estaduais com o conjunto dos assentamentos do Estado. Posteriormente,de forma direta, o Idaco atuou através da montagem de agroindústrias coletivas, da promoção de capacitações técnicas, reuniões comunitárias e seminários, contribuindo também para que os empreendedores pudessem se beneficiar de outras iniciativas e projetos promovidos por outras instituições.

A partir dessas reuniões e intervenções foi criada uma rede estratégica que buscou alternativas e financiamento para a instalação do chamado Pavilhão 30, como ficou conhecida a área de comercialização dos pequenos produtores dos assentamentos do Estado do Rio de Janeiro. Essa Rede foi se consolidando e gerando a materialização do projeto em uma área efetiva de comercialização na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro – Ceasa. Dez anos depois, a Rede Estadual de Comercialização era uma realidade.

Parcerias

As articulações do Idaco com os assentamentos rurais geraram formas sistemáticas de parcerias oficiais com órgãos que detinham o poder de decisão nas políticas públicas do Estado do Rio de Janeiro, em particular BNDES, Emater e a Secretaria Estadual de Agricultura. Essas parcerias permitiram, além das formas de comercialização locais, um sistema de comercialização para o Estado. O Idaco também teve o apoio da NOVIB – Organização Holandesa para a Cooperação Internacional de Desenvolvimento, agência que preconiza o combate estrutural à pobreza e que participou, de maneira decisiva, do desenvolvimento sustentável do Hemisfério Sul. Além desse apoio, o Idaco contou com a parceria das associações e cooperativas de pequenos produtores rurais dos assentamentos, com os sindicatos dos trabalhadores rurais locais, do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, da FETAG – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, e da Unacoop – União das Cooperativas Usuárias do Pavilhão 30 da Ceasa.

Ano: 1995 – 2001